Encontro no Rio de Janeiro marca nova etapa do ClimateScanner, com lançamento de guia para auditorias, preparação de relatório global e proposta de avaliações periódicas

O presidente do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), conselheiro Fábio Nogueira, participa, nesta quinta-feira (5) e sexta-feira (6), do ClimateScanner Summit 2026 – “Dos Dados à Ação”, realizado no Rio de Janeiro.
Organizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o encontro reúne presidentes de Tribunais de Contas, especialistas e instituições parceiras para discutir os resultados e os impactos da iniciativa ClimateScanner, voltada à avaliação das políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas.

Para o presidente do TCE-PB, conselheiro Fábio Nogueira, a participação no encontro representa uma oportunidade de ampliar a cooperação entre as instituições de controle e fortalecer a atuação dos Tribunais de Contas diante dos desafios ambientais. Ele destacou a importância de utilizar informações e diagnósticos técnicos para orientar a fiscalização, contribuir com a melhoria das políticas públicas e estimular ações que protejam a população dos efeitos das mudanças climáticas.
Na abertura, o vice-presidente do TCU, ministro Jorge Oliveira, destacou que a crise climática também representa um risco para as finanças públicas. Secas, enchentes e ondas de calor provocam gastos emergenciais, comprometem a infraestrutura e pressionam os orçamentos governamentais, reduzindo os recursos disponíveis para áreas como saúde e educação.
“A mudança do clima deixou de ser uma ameaça distante e passou há muito tempo a ser uma realidade cotidiana”, afirmou. Para o ministro, cabe às instituições de controle verificar se os compromissos assumidos pelos governos se traduzem em políticas públicas e resultados concretos para a população.
Cooperação para transformar dados em resultados – Representantes das instituições participantes abordaram os desafios para transformar diagnósticos climáticos em medidas efetivas.
O representante residente do PNUD no Brasil, Claudio Providas, defendeu que o impacto da iniciativa seja medido pela capacidade de melhorar as políticas públicas e fortalecer as instituições, e não apenas pela produção de relatórios e recomendações.
Já Rodolfo Stucchi, representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), destacou a necessidade de preparar estados e municípios para os impactos econômicos dos eventos climáticos extremos. Segundo ele, a adaptação da metodologia do ClimateScanner ao contexto brasileiro permite identificar vulnerabilidades locais e orientar investimentos em infraestrutura e serviços públicos mais resilientes.
A programação abordou o uso de dados para apoiar ações de enfrentamento às mudanças climáticas, os desafios da governança climática, experiências nacionais e internacionais e o fortalecimento do monitoramento ambiental.
Os participantes também discutiram a continuidade do ClimateScanner e a realização de novos ciclos de avaliação. Às vésperas da COP31, o encontro busca preparar a participação da comunidade internacional de controle na conferência e ampliar sua contribuição para a agenda climática global.
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