O Pleno do Tribunal de Contas do Estado, reunido em sessão ordinária nesta quarta-feira (19), aprovou Voto de Pesar em face do falecimento do conselheiro aposentado Marcos Ubiratan Guedes Pereira, ocorrido no último domingo. A propositura foi apresentada pelo conselheiro presidente Fábio Nogueira e aprovada à unanimidade pelos demais membros da Corte, que lembraram a trajetória e os serviços prestados pelo conselheiro ao Tribunal de Contas e ao Estado da Paraíba.

Ao justificar a iniciativa, o conselheiro Fábio Nogueira destacou a integridade de Marcos Ubiratan, lembrando que ele foi um dos membros da Corte mais eficientes ao longo da história, sendo reconhecido na Auditoria pela capacidade técnica e pelo trabalho incansável, deixando um legado importante para os avanços alcançados pelo Tribunal de Contas.

“Foi um grande paraibano que soube dignificar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas nos vinte anos em que aqui esteve, entre 1988 e 2008, tendo sido presidente do Órgão no biênio 1997-1998”, disse Fábio Nogueira, ao reiterar o sentimento de tristeza, ao mesmo tempo confortado pelo legado que ele deixou. Marcos Ubiratan era economista e traçou uma eficiente trajetória de serviço ao Estado, marcado pela sua inteligência na área de finanças e na condução de importantes órgãos estaduais.

Sessão Especial — O conselheiro Arnóbio Alves Viana, decano da Corte, lembrou que Marcos Ubiratan foi um ícone, um homem público que dignificou o Tribunal de Contas em sua passagem pela instituição, deixando exemplos de eficiência e avanços importantes para o controle externo. O conselheiro ainda sugeriu ao presidente a realização de uma sessão especial para exaltar o legado deixado por Marcos Ubiratan Guedes Pereira, iniciativa prontamente acatada por Fábio Nogueira.

A procuradora-geral do MPC junto ao TCE, Elvira Samara Pereira de Oliveira, manifestou pêsames pelo falecimento do conselheiro, lembrando que ingressou no Ministério Público de Contas na gestão de Marcos Ubiratan e pôde testemunhar sua eficiência não só como técnico especializado, mas também como gestor público. O conselheiro André Carlo Torres Pontes, egresso do MPC, também reiterou suas qualidades. “Foi, sem dúvidas, um desbravador”, disse, citando como uma de suas ações positivas a criação do Coral do TCE, que até hoje revela talentos.

“Um herói do bom combate” — foi assim que se manifestou o conselheiro Antônio Gomes Vieira Filho ao registrar a passagem de Marcos Ubiratan pelo TCE. Ele lembrou a convivência com o colega, quando participou de uma comissão de aceleração de processos presidida por ele, criada para zerar estoques. “Foi um marco histórico”, disse. Também lamentaram e se associaram ao voto de pesar os conselheiros Deusdete Queiroga Filho, Taciano Luis Barbosa Diniz e Alanna Camilla Santos Galdino Vieira