A partir de considerações ligadas à História, à Teoria Geral do Direito e, ainda, à Informática, o procurador do TCE mostrará como a informação jurídica tem adotado novas formas de manifestação e transmissão. Ressaltando as antigas, importantes, mas pouco lembradas relações entre Arte e Direito, ele mostrará, em suma, o prestígio que a informação jurídica visual voltar a ter na atualidade. Na ocasião, tratará, ainda, dos sintomas e razões desse fenômeno.

“Não podemos esquecer que as imagens, esquemas, ilustrações e gravuras já foram elementos importantíssimos da cultura jurídica desde a Antiguidade até o final da Idade Média. Com o advento da Modernidade, a visualidade jurídica foi relegada a um enorme ostracismo voltando, porém, a ter alguma importância nos últimos dez anos”, explica.

As conseqüências desse retorno para os modos de produzir e compreender o Direito serão, ao que promete, apontadas na conclusão da sua conferência. “Falarei sobre Direito, mas sob uma perspectiva poucas vezes lembrada nos estudos acadêmicos”, informa ele.