Relator do processo, o auditor Marcos Costa, chegou a recomendar o prazo de 60 dias para que José Alexandrino (que não encaminhou defesa à Corte, apesar de notificado) pudesse comprovar, com a entrega de documentos, a lisura de sua administração. Prevaleceu, porém, o entendimento do conselheiro Flávio Sátiro, para quem o prefeito somente poderá fazer isso em grau de recurso.
À tarde, Evandro Gonçalves de Brito, prefeito de Bom Jesus, respondeu por despesas fictícias com medicamentos, ajuda financeira sem comprovação documental e, até, multa de trânsito envolvendo um carro particular, tendo as contas de 2006 rejeitadas, com imputação do débito de R$ 592,4 mil, como propôs o auditor Oscar Mamede, relator do processo.
OUTROS CASOS – Despesa com a folha de pagamento acima do limite constitucional e o não recolhimento de contribuição previdenciária ajudaram a reprovar as contas de 2006 do prefeito de Princesa Isabel José Sidney Oliveira, conforme voto do relator Umberto Porto. Esse prefeito ainda respondeu por aplicação de R$ 41,9 mil em obras e serviços estranhos à natureza do Fundef, de onde a verba foi retirada e para onde deve retornar com recursos do próprio município, já que não houve desvio ou locupletação.
O prefeito de Casserengue Genival Bento da Silva, de quem o TCE desaprovou as contas de 2006, deve devolver aos cofres municipais a importância de R$ 89,4 mil, em vista da não comprovação de pagamento ao INSS, como entendeu o relator Antonio Cláudio Silva Santos.
O não recolhimento de contribuições previdenciárias levou à reprovação das contas de 2006 da Câmara de São José dos Ramos. Remuneração percebida em excesso contribuiu, depois disso, para a rejeição das contas de 2006 da Câmara de São Bento e para a imputação do débito de R$ 21,5 mil ao presidente Pedro Eulâmpio da Silva Filho. Na Câmara de Santo André, cujas contas foram também desaprovadas, as irregularidades envolveram gastos desnecessários com refeições, diárias e despesas não comprovadas com serviços e peças para veículos, ocorrendo a imputação do débito de R$ 14,6 mil ao presidente Petrônio Matias, conforme proposta do relator Renato Sérgio Santiago Melo.
Tiveram as contas de 2006 aprovadas pelo TCE os prefeitos de Mato Grosso (Claudeeide de Oliveira Melo), São José do Sabugi (José Derci de Medeiros), Bayeux (Josival Júnior de Souza, 2005), Lucena (Antonio Mendonça Monteiro Júnior) e, ainda, as Câmaras dos Vereadores de Nova Palmeira, Caraúbas, Monte Horebe e Salgado de São Félix (exercício de 2007, neste último caso).